sábado, 7 de julho de 2012

OS BRUXOS ESTAVAM COM A RAZÃO


Os profetas do fim do mundo tinham cantado a pedra: “Tudo se acabará em 2012”!

Eu sinceramente não acreditava nesses enganadores do Apocalipse, porém, fatos e fotos ratificam suas afirmações.

Fato 1: O presidente paraguaio, Fernando Lugo, foi deposto pelo mau desempenho de suas funções ou se preferirem - improdutividade. É sério! Ele não foi destituído por corrupção ou pelos 47 estupros que cometeu quando ainda era bispo. Vou repetir: “Mau desempenho das funções políticas”! Imaginaram esse argumento no nosso intocável Congresso? Não sobraria nem o porteiro pra contar a história!

Fato 2: Corinthians! Eu disse Corinthians. Acreditem! É campeão da Libertadores. E dessa vez, pasmem, sem ajuda da arbitragem! O lado positivo disso é que, agora,  poderei aceitar discussão com a corintianada de casa. Eu que sempre os tratei com alardeada arrogância.  Pelo menos em Libertadores, 102 anos depois, empataram conosco.

Fato 3: Sempre tive respeito pelos sacerdotes e religiosos do bem, mas dessa vez, fiquei “de cara”! Visitando uma irmã gravemente enferma, na Santa Casa de Ourinhos, mais precisamente na sala de espera, eu e o Roberval, percebemos à nossa frente, uma freira vestindo hábito marrom (tipo franciscano).  Sempre imaginei que, além da batina, usassem discretos sapatos pretos dos tempos do segundo Império ou, no máximo, o modelo que usava a bisavó do meu pai - mas não, a religiosa trazia nos pés um Nike Air Max Trailwind 2013, alaranjado, octoamortecedores aerados e luzes em neon para passeios noturnos. Com um Tablet Samsung em punho e um sorriso maroto no rosto, feito uma adolescente de 14 anos, enviava e recebia torpedos, um atrás do outro. Talvez estivesse "torpedando" com sua madre superiora ou com um namorado secreto que arranjou, em Sorocaba, no último retiro espiritual ao qual participou. 

Fato 4: Meu medo é que, a qualquer momento, apareça aqui em casa, meu amigo Chico Leôncio, reclamando que em seu sítio, lá no Caxambu, o capim está devorando suas vacas. Aí se concretizarão, definitivamente, as adivinhações dos profetas do “Day last” e terei certeza que o mundo “tapacabá”!

Deu a louca no mundo - deu mesmo!

segunda-feira, 2 de julho de 2012

HAILTON - NOSSO CRISTO!


 Quando os americanos anunciavam, em julho de 69, a chegada do homem à Lua (será?) e, segundo eles, numa aterrissagem perfeita, Zé Queixinho e seus 13 filhos, retornavam de Mandaguari e realizavam uma aterrissagem forçada, no mesmo mês e ano, em Ourinhos.

 Sem lugar para ficar José bateu à porta do irmão caçula, Hailton.

 Vivendo, também, com dificuldades, Hailton, que pela semelhante física com o MAIOR de todos, levava o apelido de Cristo, nem hesitou: além da porta e da casa nos abriu seu grande coração, sem perguntas nem questionamentos. Além disso, acredito que naquele dia tenho aberto, também, sua grandiosa alma.

- Quem nos dias de hoje faria um gesto de tamanha bondade?

- Existiria dinheiro para pagar tal generosidade? Certamente não!

 Não lembro quanto tempo ficamos instalados na casa do “Airto”. A única certeza é que foram mais de três meses. Três meses compartilhando o mesmo teto, a mesma comida e os mesmos sofrimentos, além dos sonhos, sobre os colchões esparramados pela casa.

 Lembro-me que em alguns finais de tarde a gente se reunia, no fundo do quintal, debaixo de um enorme pé de manga “bourbon” onde cantávamos, juntos: - “Não há, ó gente, oh não luar como este do sertão...” 

 Quando íamos à missa, na Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe, na Vila Perino, a duas quadras da casa do “Airto”, o Padre Bernardino se via em maus lençóis pois tinha que mandar buscar cadeiras, no salão paroquial, para acomodar nossa família (18), além dos demais fiéis.

 Existem coisas na vida que não se conquistam com valores monetários ou influências, mas sim, com valores humanos de servidão e riqueza de espírito. Essa atitude foi uma delas!

 Acredite: - Você foi muito além que o nosso teto “Airto”! Foi o abrigo nos dias frios e o aconchego de nossos corações naquele tempo complicado. Seu bom humor nos transmitia confiança e nos alegrava também.

 Gratidão! Palavra que jamais deixaremos de dizer. Obrigado “Airto”, eternamente!

 A sua benção, meu tio!

 Continuaremos torcendo por você Hailton Cristo – nosso Cristo – em todos os dias de sua e de nossas vidas. Amém!


sábado, 16 de junho de 2012

TODOS IGUAIS



 Após algum tempo, indo de carro diariamente para o trabalho, decidi que a partir daquele dia percorreria os  seis quarteirões a pé mesmo.

 Começou a me fazer bem a caminhada diária. Podia ir tranquilo, além de apreciar os jardins e economizar com o carro, é lógico. Eu havia encontrado, com isso, a receita para diminuir o “stress” diário!

 Numa manhã de primavera, pouco antes das oito da manhã, escuto uma voz esquisita e descompassada, saindo de dentro de uma das casas simples da rua:

- Bom dia moço vai indo trabalhar?

Antes que eu respondesse ele emendou:

- Eu estou indo para a escola, estudo na Apae! Eu sou o Dudu e você?

 Também lhe desejei bom dia e respondi que estava indo ao serviço, que trabalhava na Copel e que me chamava João.

 Era um menino de uns 12 anos, portador da síndrome de Down. Após as apresentações, e de mãos dadas com uma senhora de uns 70 anos, ele seguiu, rumo a Apae, em passos imprecisos e descoordenados, mas, irradiando felicidade.

 No dia seguinte, no mesmo horário, lá estava o Dudu. Quando me viu abriu um largo sorriso e desejou:

- Bom dia João, bom trabalho pra você!

 Eu respondi: - Bom dia e boas aulas pra você Dudu!

 E tudo seguiu durante uns dois anos. Todos os dias o Dudu me esperava pra dizer bom dia. Nesse período estreitamos nossa amizade.

 O Dudu me falava com carinho do lugar que estudava, bem como, da sua professora Dona Odília. A propósito, sempre considerei o pessoal que toca as APAE's entusiastas do bem, verdadeiros "Anjos de Deus"!

 Confesso! Parar para conversar com o Dudu era uma terapia para mim. Um menino com limitações na dicção e coordenação motora dava aula de educação, respeito e amizade.

 Numa dessas manhãs ele, nem bom dia me disse, nervoso, veio direto dizendo que não queria ir mais para a escola...   Não estava conseguindo aprender a tabuada do 2. Combinei que à tarde iria ajudá-lo e que eu não queria que ele deixasse a escola.

 Não precisei mais de meia-hora e pronto, decorou a tabuada do 2, inteirinha, salteada inclusive. Sua avó, Dona Elvira (aquela senhora de 70 anos), agradeceu e contou, sem ressentimentos,  que os pais haviam abandonado o Dudu - ficou para ela cuidar. É meu “companheirinho”, exclamou! Na saída me perguntou se eu gostava de doce...  No dia seguinte lá estava o Dudu, me esperando com um pacotinho cheio de paçoca caseira, feita por Dona Elvira.

 No final do ano Dudu me convidou para ser seu padrinho de formatura. Aceitei de pronto.

 No dia da diplomação fiz questão de entrar de mãos dadas com o Dudu, para receber o certificado das mãos da Dona Odília. O “carinha” não se cabia de tanta alegria, e eu, muito mais que ele!

 Numa segunda-feira, fria e cinzenta, estranhei que ao passar pela casa do Dudu ele não estava no portão para me desejar bom dia. Deve ter perdido a hora ou dormido demais, pensei. Aliás, aquelas brisas de outono sugeriam um sono mais longo além do resgate dos agasalhos e cobertores.

 No meio da tarde, uma vizinha do Dudu, me trouxe a notícia que eu preferiria não ter ouvido. Portador de hipotireoidismo teve problemas respiratórios, e parada cardíaca, no sábado à noite. Faleceu, na madrugada de domingo, num hospital qualquer da fria Curitiba.

 Não fiquei sabendo onde e quando foi sepultado. Ficou para mim a lição daquele menino espetacular, que com toda sua limitação, foi durante muito tempo, o amigo de todas as manhãs - o meu “bom dia”!

 Ainda hoje sinto falta dos nossos "papos" matinais.

 - Acredito que a gente ainda se encontre Eduardo. Vou te ensinar todas as tabuadas (inclusive a do 7 que você tanto temia) e você me ensina suas lições de respeito, humildade e amizade... 

- Perdoe-me se alguma vez o vi como uma pessoa diferente... 

- Era diferente sim, mas diferente para melhor - da alma melhor e do coração melhor... 

- As limitações físicas não existem Eduardo. E o que significa para o coração um cromossomo a mais ou a menos?

- Aos olhos de Deus somos todos iguais, e as amizades sinceras são eternas. O resto é papo furado!



quarta-feira, 6 de junho de 2012

INVERNOS


A chuva se arrastava intermitente, desde o domingo, fato que transformava aquele início de semana em dias frios, cinzentos e sem alegria. Os ipês, na avenida ao lado, ainda não haviam ejetado suas flores o que os tornava um tanto sem graça.

No retorno do almoço, ao estacionar meu carro em frente ao trabalho, percebo uma mulher, de uns trinta e tantos anos, com uma sombrinha velha se protegendo da chuva, abraçada e rodeada por quatro crianças, vestidas com surradas blusinhas de lã sem grife, todas com o olhar fixo (hipnotizadas) na direção do Fórum Criminal.

Ao sair do carro, e antes que eu travasse a porta, percebo que aquela mulher, juntamente com suas crianças, sai em disparada na direção do Fórum gritando em coro:

- É o papai, ele está chegando. Vamos, corre, corre, corre!

E correram todos, de mãos dadas, cabelos úmidos ao vento, batendo suas sandalhinhas nas poças d’água, ainda com os olhares fixo e brilhante numa viatura da polícia, que estacionava na porta principal do Fórum, trazendo um preso algemado, para possível audiência com o Juiz de Direito.

Que cena triste! Estragou meu dia, sinceramente.

O pai (o preso algemado), ao perceber a presença das crianças e da esposa ergueu os braços, na direção da família e, mesmo limitado pelas algemas, acenou-lhes um monte de vezes e repetidamente. Suas lágrimas, nesse instante, rolaram uma a uma.

As crianças “por medida de segurança” foram impedidas, por fardas e distintivos, de se aproximarem do pai. O que se viu e se ouviu depois disso, foi uma sucessão de choros e gritos desesperados - além de um pedido unânime:

- Volta pra casa papai!

Assistindo a tudo, em meio aos falsos olhares de alguns advogados, pedi que Deus ajudasse aquele homem, e que ele fosse colocado em liberdade.

Não o conheço e nem sei o delito que cometeu, mas, a sua liberdade faria um bem enorme para aquelas criaturinhas de olhares brilhantes - carentes de pai - entre outras necessidades, menos importante.

Os ipês florirão em questão de horas. Quanto aos dias frios e cinzentos eles não se eternizarão.

Melhor acreditar! 

sexta-feira, 1 de junho de 2012

QUATRO HOMENS, UMA CAMISETA E UM DESTINO!



Essa estória pode parecer confusa, mas não é.                                                                                
 Tudo começou quando a Adriana, namorada do Marcelo, foi comprar o presente de aniversário do Danilo, irmão do Marcelo, logo, seu cunhado. 
 A Adriana, para quem não conhece, é do tipo: “Patricinha” - apesar de não sê-la. 
 “Gente boa” esse menina, além de ser campeã bauruense de “mexe-mexe”.

 Voltando à camiseta, ela (Adriana) foi até uma boutique chique, em Bauru, e pagou 25 reais (era liquidação de verão) no presente do Danilo. 


 Ocorre que, prezados amigos, ela (Adriana) resolveu presentear, também, o namorado Marcelo. Como quem ama, e tem dinheiro, dá presente caro acabou por comprar outra camiseta, é lógico, de melhor qualidade pelo preço de 254 reais (eu disse 254 reais), aproveitando a mesma liquidação de verão. 


 Uma linda camiseta, com costura em seda japonesa, tom sobre tom de cinza e azul (escaminosfrau),  verde (degradeux), acabamento final em organdi chinês e arremate francês (caminê). Pra falar a verdade era “A” camiseta, nem o príncipe de Gales possui igual.

 Ocorre que a Adriana, pediu para o Marcelo (seu namorado) entregar a camiseta do Danilo. Como o gosto do Marcelo não é tão apurado assim ele gostou mais da camiseta de 25 reais (que tonto!) e entregou a de 254 para o Danilo.

 O Danilo, que é irmão do Marcelo até no mau gosto (corintianos!) não gostou da camiseta e deu para seu pai: Marcante, que também é pai do Marcelo e marido da Regina. O Marcante, também, não gostou da camiseta (do príncipe de Gales) e enfiou-a no meio de umas roupas velhas que a Regina iria doar para a campanha do agasalho. 


 A Regina encontrou a camiseta ainda com as etiquetas e lembrando que o aniversário do Tiago era em junho. Para, para, para: um momento, por favor!  Tiago é marido da Elaine que também é irmã do Marcelo e, consequentemente, do Danilo e, todos, filhos da Regina e do Marcante. Ficou claro? Não? Nem se preocupem – também não entendi.

 Resumindo: o Tiago ganhou a camiseta de 254 reais, de presente, da Regina (sua sogra) e saiu todo faceiro desfilando aquela maravilha pelas colunas sociais do sul de São Paulo e norte do Paraná.

 Eis que a Adriana lembra que a camiseta que o Tiago vestia era aquela que ela (com todo amor) havia comprado para o Marcelo (véi, na boa - a mina pirou de raiva!), e não foi por causa do preço (254 reais) e sim pelo “pouco” que ele fez.

 Ele ainda tentou explicar o inexplicável – a confusão foi grande – mas como o amor sempre prevalece, não há 254 reais no mundo, nem camiseta de príncipe que possa atrapalhar o limiar de uma grande paixão!

Ainda bem! 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

HELENA



 Não pensem que, com este título, vou escrever sobre o romance de Machado de Assis ou Helena de Tróia - de Homero... Tampouco escreverei sobre as “Helenas” do novelista Manuel Carlos.

 Escreverei sobre a minha Tia Helena, filha da Biela e do Zico, irmã de papai e esposa de Octacílio.

 Tia Helena sempre chamou a atenção pela elegância, educação e fineza... Além dos perfumes florais, toda vida, exalou altivez, ares de primeira-dama e atitudes de grande mulher.

 Outro dia ouvi alguém dizer que: 

- Quando desenhares uma flor desenhe-a ao desabrochar... Pois é, ao mesmo desenhista sugiro que, quando desenhar Tia Helena desenhe-a com sorriso no rosto, não um sorriso qualquer, e sim, um contagiante e escancarado sorriso, desses de quem tem Deus no coração. 

 Essa é a imagem que sempre tive da Tia Helena - uma mulher com um grande sorriso no rosto! O desenhista não pode esquecer de traçar, também, um brilho confortante no olhar e, se conseguir, desenhar e pintar com várias nuances de tom sobre tom, muita bondade na alma.

 Tia Helena tinha a casa mais confortável de Santa Cruz, não digo conforto material ou objetos decorativos, falo de aconchego, carinho e alegria.

Eu deveria ter ido mais vezes na casa da Tia Helena, me sentia bem quando ia lá, e olha que não estou falando das generosas mesas de café - sempre considerei um lugar de paz. Até o canto dos canários, dependurados na parte baixa da casa, soavam alegre naquele ambiente – a primeira casa da Rua Quintino Bocaiuva.

 Poderia os desinformados julgarem que tanta bondade, paz e alegria estariam diretamente ligadas à ausência de dificuldades e preocupações... Muito pelo contrário, tenho certeza que Tia Helena teve lá suas angústias, noites sem sono e lágrimas contidas. 

 Foi ela quem cuidou do Vô Zico e do Tio Octacílio nas suas fases derradeiras, fases em que o amor tem que ser maior que a própria dificuldade. O mesmo amor e união, comoventes, demonstrados por aquela família, a vida toda, para uma menina com necessidades especiais. Deus só poderia ter confiado esta tarefa para uma família especial – a família da Tia Helena!

 Nossa distância geográfica não apagou essa observação, simples assim, para que fique registrada, eternamente, minha admiração!


domingo, 13 de maio de 2012

BRASÍLIA AZUL 74



Algumas folhas secas corriam nas quebradas das ruas, de canto a canto, anunciando um outono rigoroso.

Não sabíamos que rigorosa, também, seria nossa passagem por Mandaquari. E foi! Ficamos sem eira nem beira naquele fim de mundo. 

Fonte de recursos, única, foi uma oficina de conserto de calçados que o Zizo montou naquela cidade.
Mas o que fazer com pouco mais que dois cruzeiros, por dia, para cuidar de 10 irmãos? A fome foi inevitável.

A esperança renasceu, na nossa casa, no dia em que o Zizo, não suportando tanto sofrimento, chegou à tarde, chorando e disse:

 - “Vamos embora dessa desgraça!”

O José e a Conceição, os irmãos mais velhos, todos foram unânimes – tínhamos que tentar a sorte em outro lugar, esse lugar foi Ourinhos. Ali passamos outros anos de miséria, o Zizo, sempre o Zizo, continuava dando o exemplo. Além de cortar cana, fazer serviços de carpintaria empregou-se numa empreiteira de serviços de energia elétrica. De tão bom funcionário, o patrão (Zé Gordinho), empregou também, o Alair e o Paulão pensando que fossem tão bons quanto o Zizo.

E assim ele seguiu sendo exemplo para todos nós. Lembro-me do dia em que precisei de dinheiro para a matrícula no exame de admissão - foi o Zizo que me socorreu.

Ele semeou o exemplo e seguiu para a capital paulista buscando melhores dias. Ficamos algum tempo sem vê-lo. Era um filho tão especial que escrevia contando as novidades. Ele sempre iniciava suas cartas com a citação:

- “Queridos pais e irmãos”, ou seja, o respeito estava no sangue. 

Era uma felicidade geral quando anunciava, nas suas escritas, que vinha nos visitar. Sabíamos que a mesa ficaria farta e teríamos melhores Natais.

Numa manhã de primavera apareceu irradiando alegria, em casa, dirigindo uma linda Brasília Azul 74, placa EY 5679. Era o troféu para o sujeito mais lutador dos irmãos, mais humano dos irmãos, ou seja, mais irmão dos irmãos.

Não é preciso dizer que venceu as batalhas da vida e sua vitória nos faz acreditar que nunca devemos deixar de lutar.

O cara é foda!